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Conheça o Cedro e sua exuberância na Mata Atlântic...

Conheça o Cedro e sua exuberância na Mata Atlântica

O Cedro é uma espécie com alto potencial para reflorestamento, seja para restauração de ambientes degradados, sequestro de carbono, paisagismo ou plantios com fins econômicos.

O cedro é uma espécie rara, nativa e não endêmica do Brasil, que ocorre em diversas formações florestais brasileiras e praticamente em toda América tropical – pode ser encontrada desde a Amazônia, passando pelo Cerrado e chegando na Mata Atlântica. Alcança até 35m de altura.

É da família Meliaceae, a família botânica do catinguá, da carrapeta, do mogno e da andiroba.

Também é chamado de cedro-vermelho, cedro-batata, cedro-cetim, cedro-da-várzea, cedro-rosa – esta última é uma espécie ameaçada de extinção, estando na categoria “vulnerável”.

Semente e Fruto CedroAs flores brancas são pequenas, amareladas e melíferas, fornecendo néctar e pólen para abelhas e outros animais. Floresce de
agosto a janeiro, dependendo da região onde se encontra.Os frutos se abrem liberando sementes aladas e, nesse estágio, assemelham-se a uma flor de madeira.

Da madeira extrai-se óleo essencial com perfume semelhante ao cedro-do-líbano. Verifica-se também a presença de substâncias tanantes na casca e no lenho.

O chá das cascas é utilizado, na medicina popular, como tônico fortificante, adstringente, febrífugo, no combate às disenterias e artrite

Uma curiosidade: o nome vem do Grego “Kedros”, que remete a “queimar, perfumar, purificar”, visto que o lenho é usado para perfumar ambientes. No Latim “cedrus” é o nome comum de diversas arvores da família das Lauráceas, Pináceas e Meliáceas. Apesar do cheiro perfumado da madeira, as folhas quando amassadas exalam um cheiro semelhante ao da cebola. O mesmo cheiro pode ser percebido próximo a essas árvores em dias de chuva ou com alta umidade no ar.

Informações Ecológicas sobre o Cedro

É uma espécie que se comporta como secundária inicial ou secundária tardia. Ocorre tanto na floresta primária, principalmente nas bordas da mata ou clareiras, como na floresta secundária, porém nunca em formações puras, possivelmente pelos ataques severos da broca-do-cedro e pela necessidade de luz para desenvolver-se, dependendo, portanto, da formação de clareiras.

As principais regiões fitoecológicas de ocorrência são Floresta Ombrófila Densa (Floresta Atlântica e Floresta Amazônica), Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Araucária), Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Estacional Decidual. Entretanto, também ocorre, de modo mais restrito, nos encraves de vegetação no Nordeste brasileiro, nos campos da Serra da Mantiqueira, no Cerradão e nas matas de galerias – em ambientes mais secos – nessas fitofisionomias do bioma Cerrado.

É uma planta hermafrodita, porém a fecundação é cruzada e o mecanismo que favorece a alogamia é o amadurecimento das flores femininas e masculinas em períodos distintos. A polinização é feita possivelmente por mariposas e abelhas.

Normalmente ocorre em solos profundos e úmidos, de textura argilosa a areno-argilosa, e bem drenados. Não se desenvolve adequadamente em solos mal drenados, rasos ou com lençol freático superficial.

Colheita de Sementes

Geralmente, colhem-se os frutos duas ou três semanas antes da deiscência natural, pois as sementes são aladas e dispersas pelo vento.

O período ideal para colheita é verificado pela coloração do fruto, que passa de verde para marrom-clara, que indica a maturidade fisiológica da semente; esse período ocorre entre 30 e 32 semanas após a antese.

Após a colheita, os frutos são levados para local seco e ventilado para completar a deiscência e a liberação das sementes é feita agitando-se os frutos.

As sementes não apresentam dormência e podem ser armazenadas a frio, conservando-se o poder germinativo por dois anos.

Pragas

A broca-do-cedro (Hypsipyla grandella Zeller) é a praga mais importante para essa espécie, constituindo fator limitante para seu cultivo, pois ainda não foi encontrada uma solução eficaz para o controle da praga.

Os ataques ocorrem em viveiros, plantios ou regeneração natural, danificando as gemas apicais, levando ao desenvolvimento arbustiforme ou mesmo matando a planta. De modo geral, os sucessivos ataques aos ponteiros paralisam o desenvolvimento da árvore.

O controle dela é muito difícil, mas pode-se tentar a combinação dos seguintes métodos: físico (armadilha luminosa no início da estação chuvosa), cultural (eliminação das mudas atacadas no viveiro, poda dos ramos atacados no campo e evitar plantios puros a pleno sol) e biológico (utilizar parasitóides de ovos e lagartas, Trichogramma sp e Hypomicrogaster hypsipylae, respectivamente).

Mais nomes: acaiacá, acaiacatinga, acajá-catinga, acajatinga, acaju, acaju-caatinga, capiúva, cedrinho, iacaiacá.

Conhecer a Mata Atlântica também é sinônimo de #plantauma

Conheça o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica.


Pela Redação do Planta Uma. Fotos Google.

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